Balanço do primeiro ano de aposentadoria

Caraca, o ano passou voando, ou seja, se a gente pensa demais e não toma nenhuma decisão, a vida passa e a gente está plantado no mesmo lugar, não é? (Foi o que aconteceu comigo de 2008 a 2015).

Dia 15 de maio de 2016 comemorei (ou deveria ter comemorado) UM ano da minha “aposentadoria”, foi meu último dia de trabalho como analista de sistemas na Certisign! Aposentei em grande estilo, pois gostava muito do pessoal de lá (ou quase todos… hahahahaha)

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A vida não passa, ela voa…

Gente, as coisas estão acontecendo tão rápido neste mês que parece que faz um ano que agosto começou… Affffff…

Vamos por partes… Muitas novidades!

Dia 28/07, quase agosto, fui procurar um novo ortopedista, o Dr. Cristiano Laurino, ortopedista da Seleção Brasileira de Atletismo. Não consegui consulta antes porque ele estava em Toronto com a seleção nos jogos Pan-americanos. Contei toda a novela do tornozelo nos últimos meses, assim como o Fábio, meu fisioterapeuta, que também mandou as percepções dele durante as 15 sessões que fizemos. O doutor Laurino pediu, enfim, uma ressonância magnética, pois até o momento eu não tinha feito; o médico anterior adivinhou o que eu tinha e fez toda aquela loucura (veja o post com os detalhes aqui).  Como eu voltei a sentir muita dor no meu quadril direito (mesmo lado do tornozelo zicado), pedi pro doutor solicitar ressonância dele também.

Fiz a ressonância voando, chorei pro resultado sair o quanto antes e uma semana depois eu já estava no consultório de volta.

E FOMOS SURPREENDIDOS NOVAMENTE!

Meu tornozelo, segundo o ortopedista, está lindo (não exatamente com estas palavras)! Os ligamentos estão ok, nem parece que tive o acidente de kart em 2008, nenhuma lesão óssea (ao contrário do que o médico xamã tinha dito), as cartilagens estão ótimas, líquidos ok, enfim, tudo excelente mesmo. Ah, pra não dizer que estava 100%, apareceu uma singela fascite plantar, que eu nunca senti nada, ou seja, segundo o médico, temos que tratar o quadro clínico, aquilo que o paciente está sentindo e não o que o exame apontou. A fascite não tem nada a ver com os sintomas que têm me incomodado.

Já o quadril foi diagnosticado com tendinopatia e peritendinite nos glúteos médio e mínimo e isquiotibiais.

E aí? Não ter nada no tornozelo é bom ou é ruim? E essa dor chata que eu sinto?

O doutor receitou anti-inflamatório por 7 dias e fisioterapia. Nada mais a ser feito. Liberada para voltar a correr aos poucos, voltar para o ballet e ir reportando o que está acontecendo com medicação e fisio.

Falei pra ele sobre a meia maratona, é claro, e ele, meio contrariado, disse que, voltando aos treinos, posso sentir se vai dar pra correr apenas pra completar, sem pensar em RP. Nesta condição, pode.

Voltei para a Sports Clinic. O Bruno e o Fábio analisaram as ressonâncias e confirmaram que o tratamento que estavam fazendo antes da consulta ao Dr. Laurino já estava no caminho certo. Na verdade, acho que ajudou a confirmar que o tornozelo nem estava fraco nem nada, o problema (na minha humilde opinião) era bem mais chato. Problema no nervo ciático!!! Crises de dores no quadril direito que me acompanham há quase 10 anos. Não é culpa da corrida, não é culpa do ballet e nem da aula de ponta, eles podem ter sido apenas o gatilho de um mal antiiiiiigo.

Grosseiramente, meu entendimento após explicações dos fisioterapeutas Fábio e Bruno da Sports Clinic foi o seguinte:

Estou com uma compressão do nervo ciático na região dos glúteos, ou melhor, a compressão do nervo ciático ocorre pelo fato do nervo ficar comprimido dinamicamente pelo músculos da região, que pinça o nervo durante a contração e dores podem aparecer por toda a sua extensão, no meu caso, no tornozelo.

 

Nervo ciático em amarelo, o maior nervo do corpo humano. (Origem da imagem aqui. Mais detalhes sobre o assunto aqui)

 

O que eles estão fazendo agora é quebrar este padrão de contração que está aí há anos e tudo que posso dizer é que nunca senti tanta dor na minha vida! Sério mesmo… tenho vontade de chorar só de lembrar. O tratamento é muito doloroso e até agora fiz só duas sessões.

O que me consola é que não é nada relacionado com as minhas novas atividades. Meu tornozelo judiado está perfeito e talvez eu me livre deste mal do quadril para sempre!

Vida nova!

Obrigadaaaaaaaa, Fábio e Bruno da Sports Clinic! Tamo junto! 👍👏👊

Pronto, um problema encaminhado… E estou de alta de tudo: ballet, corrida e meia maratona!!!

E EU VOU CORRER A MEIA MARATONAAAAAAA!

Quer dizer, até o momento sim. Huahauhauhauahua… O que está pegando agora é a cabeça! O corpitcho, o Bruno Giacomini, o nosso querido treinador, estava mantendo em ordem com os treinos funcionais! 😅😅😅 Obrigada, mestre Bruno!

Por eu estar 2 meses sem treinos, a cabeça desacostumou de correr por tanto tempo. Então, vou precisar me concentrar demais nas próximas semanas no mantra “Eu posso, eu consigo, eu não estou cansada…”, pois a prova é daqui a exatos QUATRO domingos! Dia 16, 23, 30 e finalmente o esperado dia 6!!!

Sobre a faculdade…

… nada a declarar… as aulas foram adiadas em 2 semanas. Quando fiz matricula lá em abril, a previsão do início das aulas no segundo semestre era dia 3 de agosto. Mas foi adiado para dia 17. Haaaaja coração!

Marido lindo me comprou o fichário e o estojinho mais fofos da minha vida pra me dar sorte na volta às aulas, após 12 anos do término da minha primeira graduação.

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Eu não teria coisinhas tão fofas!

Agora vem a notícia bombástica do ano!!!

Nem sei se deveria comentar agora, pois está tudo muito recente, muito confuso e nem sei o que pensar direito. Mas é por causa disso que estou agora, nos embalos de sábado à noite, escrevendo este post. Minha cabeça está pesada e meu coração está aflito. Estou escrevendo pra tentar me acalmar um pouco.

Minha mais que amada professora do ballet e minha futura veterana, que vai judiar de mim na segunda-feira, a querida Vivi, por motivos acadêmicos, precisou nos abandonar no segundo sábado após o início dos ensaios da nossa apresentação de final de ano. (Sim! Mais um espetáculo, que contarei detalhes da saga de participar ou não participar, num próximo momento).

Ela precisa cumprir um zilhão de horas de estágio para concluir a Licenciatura da Educação Física e não terá mais como nos dar aula. Nós, alunas e a própria direção da escola, estamos em choque.

Só consigo pensar o seguinte neste momento:

“Meu mundo caiu… “(by Maysa)

 

Vivi, I love u forever 💘💘💘

Gente, como é difícil ficar feliz, né? Num dia você recebe alta para fazer aquilo que você tanto esperava: voltar à vida normal, e no outro, o chão some… 😢😢😢

Afffff… Ainda bem que comemorei ontem mesmo! Huahuahuahua

Ballet – O Começo

Sempre achei o ballet a coisa mais linda e difícil do mundo. Aprender a programar em Java é fichinha perto de uma aula de ponta. Acreditem! Sendo assim, nunca nem sonhei em fazer aulas de ballet nesta encarnação.

Aí, não sei explicar de onde surgiu a “ideia ousada”, mas, no ano passado, nas férias em Machu Picchu, conversando com a amiga e bailarina, Claudinha, que nos recebeu em sua casa em Lima, me deu vontade de experimentar essa coisa de louco.

Clau, minha madrinha de ballet… rs

O ballet era algo totalmente diferente de tudo que já tinha feito (o mais ousado até então tinha sido 2 semanas de aulas de acrobacias circenses que foram abruptamente interrompidas após adquirir uma deliciosa tendinite bilateral no quadril! Affff… muito podre….). No final, que mal tem em tentar? Não devo nada pra ninguém… Ou melhor, dever, até devo, mas satisfação, não… Huahuahuahua

Usando o Wi-Fi do “Repartidor” da casa dos Felicíssimos em Lima, fiz uma busca no Google do tipo “ballet adulto iniciante Aclimação “ e no meio dos resultados estava o Studio K. Entrei no site, achei fofo e vi que tinham aulas para adultos iniciantes aos sábados! Tudo de bom! Mandei email pedindo algumas informações, só de zueira, pois pensei “não vão responder mesmo… ou, se responderem, vão demorar e essa ideia maluca já se foi… rs”. Para a minha total surpresa, a Karina (a dona) respondeu rapidamente e respondeu tudo o que eu queria e ainda convidou para uma aula experimental grátis!

Socorrooooo!

O coração veio na boca: “e agora? Vou? Finjo de morta?”. Conversei com o pessoal (Val e Claudinha) e TODOS eles me apoiaram. Falaram que ia ser demais, que eu ia adorar, que é muito gostoso, que é arte, poder e sedução (by Vivian Ferreira, que será apresentada a seguir).

Em Machu Picchu com a montanha Hayna Picchu ao fundo, que foi devidamente desbravada no dia seguinte a este da foto! ❤

Voltando da viagem da minha vida 💟, fui à escola fazer minha aula grátis no finalzinho de maio de 2014, num sábado de Sol, às 13h, com a querida professora Vivian. O que dizer desta arte que não sei nada e já considero pacas? Amor à primeira vista! 💟

Genteeeeeeee, que coisa mais divertida. Morri de vergonha, sou muito ruim, demoro o triplo do tempo pra decorar um exercício, mas é muito demais!

Totalmente, na contramão da ridícula frase: “Tá difícil? Vai fazer ballet!”, o negócio é tenso. Você sai da aula moída e pingando suor. É tudo muito forte e muito intenso. Sangue, suor e lágrimas… Ah, e cãibras também… Convido qualquer fortão aí pra fazer uma aula lá na minha turma. Mano, você vai chorar! Mas eu estarei ao seu lado… para rir, claro… Huahuahuahua

Fiz minha matrícula e fui suando… Quando foi em agosto, vieram com a novidade bombástica: o espetáculo de final de ano já estava definido.

Oi???

Espetáculo??? Eu???

Tá loka, fia???

A Karina foi em cada sala, explicou o tema, apresentou o número de cada turma e mostrou o desenho do figurino. Que fofura!!! Íamos dançar com a turma de básico da manhã. Que medo!!!

Conversei com meu marido animadão e é claro que ele falou que eu não podia ficar fora dessa! (Meu Deus, onde fui amarrar meu Cabelinho?)

Os ensaios começaram em agosto, um trechinho aqui e outros ali. Que dificuldade!

Não deu outra, lá pra setembro ou outubro, eu estava perdidaça de tudo e não me restou outra opção: fiz aulas de reforço. Fiz uma aula particular com a professora Vivian só pra tirar o atraso e me matriculei na turma da manhã! Ou seja, eu entrava às 10h na escola, parava às 11h30 para almoçar e às 13h pegava firme de novo na minha turma. Que loucura!

A melhor parte era o almoço com a Vivi, muita conversa, dicas, risadas, palhaçadas e o mais importante, ela sempre me dizia que eu estava indo muito bem, mesmo eu vendo que eu era a mais lerdinha da turma toda (8 bailarinas no total).

/momento chororô/

Lágrimas de agradecimento e carinho pela minha “prô” tão querida…

/fim momento chororô/

E foi assim que em 21 de dezembro de 2014, subi pela primeira vez em um palco para uma apresentação de ballet num espetáculo lindíssimo, ao lado de bailarinas fofas que me davam o maior apoio! Lov U, meninas! :-*

Fantasminhas ❤

Mais detalhes do espetáculo, num próximo post.

Será que vou morrer com esse pé, doutor?

Já faz um tempinho que venho sentindo uma dor estranha entre o maléolo medial (ossinho “interno” do tornozelo) e o tendão calcâneo (tendão de Aquiles), este pontinho bem específico mesmo .

Me lembro que a primeira vez que incomodou bastante foi na corrida 10 milhas, em 26 de abril. Eu já tinha passado pelo tapete de cronometragem da 2ª volta, acho que já devia estar lá pelo 10º km quando deu uma fisgada e a dor me acompanhou até o final da prova. Acabando a prova, fui pra casa endorfina, feliz com a quebra do Record Pessoal e nem dei muita bola. A dor do jeito que veio, se foi.

Cazamigas "esmalters"!

Cazamigas “esmalters”!

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