Não tô morta não!

… VOLTEI!

Gente, quem disse que ser esposa, filha, estudante, dona de casa, corredora, bailarina, mãe de cachorro e blogueira ia ser fácil!

Me lasquei! Meu bloguinho ficou abandonado!

Eu, geralmente, fico surtada no final de ano, agora imaginem com provas finais do primeiro semestre de uma graduação totalmente diferente, após quase 10 anos de conclusão da pós graduação em TI? Até porque eu mesma estou me cobrando demais, com o pensamento clássico: “já que não estou trabalhando, preciso arrasar na facu!” (nota mental: fia, pega leve, senão, você vai morrê até o final do curso!)

Então, entre, fazer trabalhos, estudar pra provas, cuidar da casa, bichos, marido, alimentação, treinos, espetáculo de final de ano do ballet, o blog foi cruelmente abandonado… Uma pena, pois a energia positiva de vocês, sempre ajuda a gente a ter mais pique pra ultrapassar as pedras do caminho.

Falando em pedra, fiz uma cagada daquelas! Claro, para a senhora megerinha, né?

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Campeonato de Supino 2015 – Eu competi!

Semana passada foi a 26ª Semana da Educação Física na FMU. Um evento muito importante para o curso e que é planejado pela comissão durante um ano todo, desde a busca de patrocinadores até os convidados e conteúdos que serão apresentados na semana. Mega evento!

Fomos formalmente comunicados do evento uma semana antes. Sendo assim, nós do primeiro semestre não participamos ativamente realizando atividades, mas poderíamos participar como ouvintes de todas as palestras e workshops da programação da manhã.

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O click…

Várias vezes me perguntei quando foi o momento que “não estava mais me divertindo” com esse negócio de computador. Até o momento, acho que a resposta está lá em 2008, depois de terminar a pós graduação e tudo mais…

Vamos fazer uma retrospectiva rápida?

Para quem está chegando agora, comecei a estudar TI em 1995, quando iniciei meu segundo grau técnico na Escola Técnica Estadual Professor Camargo Aranha, depois de um concorridíssimo vestibulinho de apenas 80 vagas para Processamento de Dados. Velhos tempos de inteligência… rs… Mais de 5000 candidatos para os 4 cursos oferecidos no Camargo Aranha e eu passei em 15º lugar na classificação geral. Fiz 42 pontos de 50. Graças a Deus e a muito estudo ao lado da minha amiga Tatiana Cristina de Paula Coimbra! Nome de rica, né? Mas de ricas só tínhamos a saúde e a força de vontade! Estudamos a vida toda em escola pública e tivemos que rachar para passar na prova e conquistar nosso lugar nas tão desejadas ETEs (hoje se chamam ETECs). Ela na ETEGV (em 17º geral, confere?) e eu na ETECA.

Viva nóis, Thaty!!!! \o/

Hoje, ETEC Camargo Aranha, na italianíssima Mooca.

Hoje, ETEC Camargo Aranha, na italianíssima Mooca.

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Podia ter sido sub2h, mas gostamos de pizza e Netflix

“Irmãos, estamos aqui reunidos neste momento para que eu possa contar um pouco sobre a experiência surreal que foi correr a Media Maratona de Buenos Aires.” ❤

GENTEEEEEEEEEEEEEEEE, vocês não podem morrer sem correr essa meia maratona! hahahahahaha…

Resumidamente, tudo começou no final do ano passado, mais precisamente no último dia do ano, quando a euforia de ter derretido a sola do tênis e o cérebro nos 35º C (na sombra) da São Silvestre, com a largada às 9h, CHEEEEIA de subidas e descidas (subir a Brigadeiro é só a cereja do bolo), nos fez acreditar que mais um ano (ou quase) de treinos nos daria uma boa base para concluir uma meia maratona com conforto e só alegria!

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A vida não passa, ela voa…

Gente, as coisas estão acontecendo tão rápido neste mês que parece que faz um ano que agosto começou… Affffff…

Vamos por partes… Muitas novidades!

Dia 28/07, quase agosto, fui procurar um novo ortopedista, o Dr. Cristiano Laurino, ortopedista da Seleção Brasileira de Atletismo. Não consegui consulta antes porque ele estava em Toronto com a seleção nos jogos Pan-americanos. Contei toda a novela do tornozelo nos últimos meses, assim como o Fábio, meu fisioterapeuta, que também mandou as percepções dele durante as 15 sessões que fizemos. O doutor Laurino pediu, enfim, uma ressonância magnética, pois até o momento eu não tinha feito; o médico anterior adivinhou o que eu tinha e fez toda aquela loucura (veja o post com os detalhes aqui).  Como eu voltei a sentir muita dor no meu quadril direito (mesmo lado do tornozelo zicado), pedi pro doutor solicitar ressonância dele também.

Fiz a ressonância voando, chorei pro resultado sair o quanto antes e uma semana depois eu já estava no consultório de volta.

E FOMOS SURPREENDIDOS NOVAMENTE!

Meu tornozelo, segundo o ortopedista, está lindo (não exatamente com estas palavras)! Os ligamentos estão ok, nem parece que tive o acidente de kart em 2008, nenhuma lesão óssea (ao contrário do que o médico xamã tinha dito), as cartilagens estão ótimas, líquidos ok, enfim, tudo excelente mesmo. Ah, pra não dizer que estava 100%, apareceu uma singela fascite plantar, que eu nunca senti nada, ou seja, segundo o médico, temos que tratar o quadro clínico, aquilo que o paciente está sentindo e não o que o exame apontou. A fascite não tem nada a ver com os sintomas que têm me incomodado.

Já o quadril foi diagnosticado com tendinopatia e peritendinite nos glúteos médio e mínimo e isquiotibiais.

E aí? Não ter nada no tornozelo é bom ou é ruim? E essa dor chata que eu sinto?

O doutor receitou anti-inflamatório por 7 dias e fisioterapia. Nada mais a ser feito. Liberada para voltar a correr aos poucos, voltar para o ballet e ir reportando o que está acontecendo com medicação e fisio.

Falei pra ele sobre a meia maratona, é claro, e ele, meio contrariado, disse que, voltando aos treinos, posso sentir se vai dar pra correr apenas pra completar, sem pensar em RP. Nesta condição, pode.

Voltei para a Sports Clinic. O Bruno e o Fábio analisaram as ressonâncias e confirmaram que o tratamento que estavam fazendo antes da consulta ao Dr. Laurino já estava no caminho certo. Na verdade, acho que ajudou a confirmar que o tornozelo nem estava fraco nem nada, o problema (na minha humilde opinião) era bem mais chato. Problema no nervo ciático!!! Crises de dores no quadril direito que me acompanham há quase 10 anos. Não é culpa da corrida, não é culpa do ballet e nem da aula de ponta, eles podem ter sido apenas o gatilho de um mal antiiiiiigo.

Grosseiramente, meu entendimento após explicações dos fisioterapeutas Fábio e Bruno da Sports Clinic foi o seguinte:

Estou com uma compressão do nervo ciático na região dos glúteos, ou melhor, a compressão do nervo ciático ocorre pelo fato do nervo ficar comprimido dinamicamente pelo músculos da região, que pinça o nervo durante a contração e dores podem aparecer por toda a sua extensão, no meu caso, no tornozelo.

 

Nervo ciático em amarelo, o maior nervo do corpo humano. (Origem da imagem aqui. Mais detalhes sobre o assunto aqui)

 

O que eles estão fazendo agora é quebrar este padrão de contração que está aí há anos e tudo que posso dizer é que nunca senti tanta dor na minha vida! Sério mesmo… tenho vontade de chorar só de lembrar. O tratamento é muito doloroso e até agora fiz só duas sessões.

O que me consola é que não é nada relacionado com as minhas novas atividades. Meu tornozelo judiado está perfeito e talvez eu me livre deste mal do quadril para sempre!

Vida nova!

Obrigadaaaaaaaa, Fábio e Bruno da Sports Clinic! Tamo junto! 👍👏👊

Pronto, um problema encaminhado… E estou de alta de tudo: ballet, corrida e meia maratona!!!

E EU VOU CORRER A MEIA MARATONAAAAAAA!

Quer dizer, até o momento sim. Huahauhauhauahua… O que está pegando agora é a cabeça! O corpitcho, o Bruno Giacomini, o nosso querido treinador, estava mantendo em ordem com os treinos funcionais! 😅😅😅 Obrigada, mestre Bruno!

Por eu estar 2 meses sem treinos, a cabeça desacostumou de correr por tanto tempo. Então, vou precisar me concentrar demais nas próximas semanas no mantra “Eu posso, eu consigo, eu não estou cansada…”, pois a prova é daqui a exatos QUATRO domingos! Dia 16, 23, 30 e finalmente o esperado dia 6!!!

Sobre a faculdade…

… nada a declarar… as aulas foram adiadas em 2 semanas. Quando fiz matricula lá em abril, a previsão do início das aulas no segundo semestre era dia 3 de agosto. Mas foi adiado para dia 17. Haaaaja coração!

Marido lindo me comprou o fichário e o estojinho mais fofos da minha vida pra me dar sorte na volta às aulas, após 12 anos do término da minha primeira graduação.

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Eu não teria coisinhas tão fofas!

Agora vem a notícia bombástica do ano!!!

Nem sei se deveria comentar agora, pois está tudo muito recente, muito confuso e nem sei o que pensar direito. Mas é por causa disso que estou agora, nos embalos de sábado à noite, escrevendo este post. Minha cabeça está pesada e meu coração está aflito. Estou escrevendo pra tentar me acalmar um pouco.

Minha mais que amada professora do ballet e minha futura veterana, que vai judiar de mim na segunda-feira, a querida Vivi, por motivos acadêmicos, precisou nos abandonar no segundo sábado após o início dos ensaios da nossa apresentação de final de ano. (Sim! Mais um espetáculo, que contarei detalhes da saga de participar ou não participar, num próximo momento).

Ela precisa cumprir um zilhão de horas de estágio para concluir a Licenciatura da Educação Física e não terá mais como nos dar aula. Nós, alunas e a própria direção da escola, estamos em choque.

Só consigo pensar o seguinte neste momento:

“Meu mundo caiu… “(by Maysa)

 

Vivi, I love u forever 💘💘💘

Gente, como é difícil ficar feliz, né? Num dia você recebe alta para fazer aquilo que você tanto esperava: voltar à vida normal, e no outro, o chão some… 😢😢😢

Afffff… Ainda bem que comemorei ontem mesmo! Huahuahuahua

Série Delta – Etapa Alemanha

As baixas começaram…

Minha última prova foi a Meia Maratona Mizuno, dia 14 de junho, que dividi com o meu amigo Gazetta. A próxima do calendário seria a Série Delta, que aconteceu neste último domingo, dia 26 de julho.

Foi no dia seguinte à Mizuno que fui ao ortopedista, que solicitou imobilização do tornozelo por 70 dias.

Durante todos estes dias, entre as duas provas, estive numa montanha russa de emoções. Chorei por 2 dias depois da consulta, por saber que alguém por tanto tempo imobilizada ficaria praticamente inválida ao retirar o Aircast. Mas logo depois achei o querido Fábio, da Sports Clinic, e criei novas esperanças de me recuperar rápido e continuar com o planejamento do ano, principalmente não perder a Meia de Buenos Aires, que nunca foi um sonho, porque eu nem me imaginava correndo 10 km, muito menos 21 km, mas agora, com tanto vai e vem, a prova está se tornando um sonho maior que o sonho da casa própria… Huahuahuahua

Depois de várias sessões de fisioterapia e repouso, começamos a fazer exercícios de fortalecimento para voltar às pistas. Até que no começo do mês de julho, o Fábio liberou uns treinos leves, só no trotinho paquera… Até aí, uma fisgadinha no começo do treino e alguma no final, era o máximo que eu sentia. Como no início de tudo, que só doía quando usava.

Mas até que um belo dia, a bendita dor chegou para ficar. Agora “só” dói quando eu respiro (tipo agora, enquanto eu escrevo este post).

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Ballet – O Começo

Sempre achei o ballet a coisa mais linda e difícil do mundo. Aprender a programar em Java é fichinha perto de uma aula de ponta. Acreditem! Sendo assim, nunca nem sonhei em fazer aulas de ballet nesta encarnação.

Aí, não sei explicar de onde surgiu a “ideia ousada”, mas, no ano passado, nas férias em Machu Picchu, conversando com a amiga e bailarina, Claudinha, que nos recebeu em sua casa em Lima, me deu vontade de experimentar essa coisa de louco.

Clau, minha madrinha de ballet… rs

O ballet era algo totalmente diferente de tudo que já tinha feito (o mais ousado até então tinha sido 2 semanas de aulas de acrobacias circenses que foram abruptamente interrompidas após adquirir uma deliciosa tendinite bilateral no quadril! Affff… muito podre….). No final, que mal tem em tentar? Não devo nada pra ninguém… Ou melhor, dever, até devo, mas satisfação, não… Huahuahuahua

Usando o Wi-Fi do “Repartidor” da casa dos Felicíssimos em Lima, fiz uma busca no Google do tipo “ballet adulto iniciante Aclimação “ e no meio dos resultados estava o Studio K. Entrei no site, achei fofo e vi que tinham aulas para adultos iniciantes aos sábados! Tudo de bom! Mandei email pedindo algumas informações, só de zueira, pois pensei “não vão responder mesmo… ou, se responderem, vão demorar e essa ideia maluca já se foi… rs”. Para a minha total surpresa, a Karina (a dona) respondeu rapidamente e respondeu tudo o que eu queria e ainda convidou para uma aula experimental grátis!

Socorrooooo!

O coração veio na boca: “e agora? Vou? Finjo de morta?”. Conversei com o pessoal (Val e Claudinha) e TODOS eles me apoiaram. Falaram que ia ser demais, que eu ia adorar, que é muito gostoso, que é arte, poder e sedução (by Vivian Ferreira, que será apresentada a seguir).

Em Machu Picchu com a montanha Hayna Picchu ao fundo, que foi devidamente desbravada no dia seguinte a este da foto! ❤

Voltando da viagem da minha vida 💟, fui à escola fazer minha aula grátis no finalzinho de maio de 2014, num sábado de Sol, às 13h, com a querida professora Vivian. O que dizer desta arte que não sei nada e já considero pacas? Amor à primeira vista! 💟

Genteeeeeeee, que coisa mais divertida. Morri de vergonha, sou muito ruim, demoro o triplo do tempo pra decorar um exercício, mas é muito demais!

Totalmente, na contramão da ridícula frase: “Tá difícil? Vai fazer ballet!”, o negócio é tenso. Você sai da aula moída e pingando suor. É tudo muito forte e muito intenso. Sangue, suor e lágrimas… Ah, e cãibras também… Convido qualquer fortão aí pra fazer uma aula lá na minha turma. Mano, você vai chorar! Mas eu estarei ao seu lado… para rir, claro… Huahuahuahua

Fiz minha matrícula e fui suando… Quando foi em agosto, vieram com a novidade bombástica: o espetáculo de final de ano já estava definido.

Oi???

Espetáculo??? Eu???

Tá loka, fia???

A Karina foi em cada sala, explicou o tema, apresentou o número de cada turma e mostrou o desenho do figurino. Que fofura!!! Íamos dançar com a turma de básico da manhã. Que medo!!!

Conversei com meu marido animadão e é claro que ele falou que eu não podia ficar fora dessa! (Meu Deus, onde fui amarrar meu Cabelinho?)

Os ensaios começaram em agosto, um trechinho aqui e outros ali. Que dificuldade!

Não deu outra, lá pra setembro ou outubro, eu estava perdidaça de tudo e não me restou outra opção: fiz aulas de reforço. Fiz uma aula particular com a professora Vivian só pra tirar o atraso e me matriculei na turma da manhã! Ou seja, eu entrava às 10h na escola, parava às 11h30 para almoçar e às 13h pegava firme de novo na minha turma. Que loucura!

A melhor parte era o almoço com a Vivi, muita conversa, dicas, risadas, palhaçadas e o mais importante, ela sempre me dizia que eu estava indo muito bem, mesmo eu vendo que eu era a mais lerdinha da turma toda (8 bailarinas no total).

/momento chororô/

Lágrimas de agradecimento e carinho pela minha “prô” tão querida…

/fim momento chororô/

E foi assim que em 21 de dezembro de 2014, subi pela primeira vez em um palco para uma apresentação de ballet num espetáculo lindíssimo, ao lado de bailarinas fofas que me davam o maior apoio! Lov U, meninas! :-*

Fantasminhas ❤

Mais detalhes do espetáculo, num próximo post.

Meus tênis II – Os preferidos

(Essa vida de aposentadoria anda cheia, gente… Comecei o post duas semanas atrás e estou terminando só hoje! Afffff… isso porque nem começaram as aulas… )

Para quem ainda não leu o post anterior sobre Meus Tênis, recomendo dar uma olhadinha em algumas dicas legais. É rapidinho…  (mentiraaaaa!)

Fiquei devendo os prediletos,  que são aqueles que a gente não gosta que tome chuva, aqueles que a gente usa quando está precisando de uma animação extra para treinar, aqueles que a gente usa nas provas mais especiais pra dar sorte, naquelas que você quer quebrar um record pessoal. Sim, são esses tênis aí… cheios de histórias pra contar!

Na verdade, os preferidos são irmãos gêmeos!!! rs…

Tênis repetido???

Sim!!!

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