Será que vou morrer com esse pé, doutor?

Já faz um tempinho que venho sentindo uma dor estranha entre o maléolo medial (ossinho “interno” do tornozelo) e o tendão calcâneo (tendão de Aquiles), este pontinho bem específico mesmo .

Me lembro que a primeira vez que incomodou bastante foi na corrida 10 milhas, em 26 de abril. Eu já tinha passado pelo tapete de cronometragem da 2ª volta, acho que já devia estar lá pelo 10º km quando deu uma fisgada e a dor me acompanhou até o final da prova. Acabando a prova, fui pra casa endorfina, feliz com a quebra do Record Pessoal e nem dei muita bola. A dor do jeito que veio, se foi.

Cazamigas "esmalters"!

Cazamigas “esmalters”!

De vez em quando ela parecisa num treino ou outro, mas nadas que me preocupasse. Na aula de ponta do ballet era onde eu mais sentia, mas devido às dores generalizadas duma boa aula de ponta (gente, o negócio é lindo, mas dói pracaraio…), não consegui separar a dor do “ponto X” com as dores normais da preparação da ponta.

Foi então, que dia 30 de maio, fiz uma aula de ponta que a professora percebeu uma boa melhora nos movimentos e eu saí satisfeita também! Toda dolorida, mas fiquei muito feliz com a evolução (nada demais, viu, gente? Sou a “café com leite” da turma,  tanto na cor como na habilidade bailarinística).

No dia seguinte, 31, domingão delícia de pura garoa paulistana e frio da peste, lá fomos nós madrugar no Museu do Ipiranga para a corrida Série Delta – Etapa Portugal!

Medalha, medalha, medalha! ❤

Aeeeeeee… foi delícia! Conheci as queridas Carol e Erica, do Corre Mulherada. Dei um abraço no Léo do Corre Sampa.  Bati mais um Record Pessoal: baixei 1 minuto e 7 segundos do meu tempo de 10 km!!!E a melhor parte da festa: maridão bancou o rebelde e correu de leve depois de 3 meses afastado das pistas pela médica dele, por causa das protusões malas na cervical (isso vale um post! Vou contar a saga da cervical do Valval num outro capítulo). Ele ficou bem durante e depois da prova, e ainda se deu super bem para quem estava a tanto tempo parado. Fez os 5 km em 30 minutos! \o/ Parabéns, seu lindo!

Porém, para eu chegar neste Record Pessoal, lá pelo 4º ou  5º km a dorzinha chata começou e desta vez veio com tudo! Acho que devido ao frio, por eu estar molhada da garoa, a coisa pegou. Me concentrei e tentei mudar a passada de forma que doesse menos. Cagada, viu? Não façam isso em casa! Eu deveria ter parado. Fui me virando e consegui terminar a prova. Mas desta vez a dor não passou quando eu parei. Fui pra casa com dor e continuei com dor até após o banho quentinho. Então, tasquei uma boa e gigantesca bolsa de gelo. A dor diminuiu muito, mas não fugiu.

Passei a semana com a pulga atrás da orelha e a dorzinha indo e vindo. No sábado dia 6, fui na aula de ballet, mas não fui na aula de ponta,  para descansar um pouquinho.

Na semana seguinte, o incômodo ainda estava lá, então, marquei a consulta com o ortopedista para o dia 15 de junho, o início da semana do terror.

Dia 13, não fui novamente na aula de ponta, até porque tinha meia maratona de revezamento no dia seguinte. Conversei com a minha professora querida e ela concordou que era melhor dar um tempo nas aulas de ponta até saber o que o médico encontrou.

Dia 14, domingão abençoado: Mizuno Half Marathon!!! Inicialmente, o Val e eu íamos dividir a meia maratona na modalidade dupla, mas com os problemas na cervical, acabei fazendo dupla com o meu amigo corredor master, Edson Gazetta, que arrasou na prova! Foi demais! Parabéns, Gazetta! O Bruno, meu coach, também arrasou na meia maratona individual! Parabéns, mestre Bruno! Teve até picanha no rechaud lá no Velho Rabo pra comemorar! hahahahaha… foi um domingo maravilhoso!

Segunda-feira, dia 15, fui para a minha consulta. E então, a casa caiu…

Após contar minha longa vida de entorces mal tratados por médicos desatenciosos e fisioterapias “marromenos”, e o último e pior de todos, um acidente de kart em 2008… o doutor já examinou o tornozelo com cara de pena. Eu indiquei exatamente o pontinho onde sinto a dor e ele pediu um raio X feito lá na hora mesmo. Antes de eu sair da sala para ir pro raio X, ele perguntou com o que eu trabalhava. Quando eu disse que era ex-analista de sistemas e iria iniciar a faculdade de Educação Física em agosto… tchan tchan tchaaaaaaaaannnnnnnn….

… o médico ficou assim.

Voltando do raio X, ele passou as mãos pelo rosto (não tô zuado, é sério!) e começou a falar (achei que a solução seria amputar meu pé, pelas caretas que ele fazia…)

O diagnóstico foi o seguinte: devido às sucessivas lesões de ligamentos, desgaste de cartilagem (que ele viu no raio X (?)) e uma manchinha no Tálus (um osso importantíssimo do pé) que apareceu no raio X, ele acha que o conjunto todo está comprometido para um futuro stressante que o aguarda na minha nova graduação. Se eu continuasse trabalhando sentadinha, ele daria um tratamento paliativo e bem mais sussa, mas diante dos fatos: prescreveu imobilização de 70 a 90 dias, antinflamatório, corticoides e relaxante muscular!!! E só pra deixar bem claro, nada de ballet e nada de corrida durante todo este tratamento.

BRASEWWWWWWWW, conta comigo:

15 de junho + 70 dias (colocando o mínimo, né?) = 25 de agosto (maios ou menos).

A minha estreia na meia maratona de Buenos Aires, que venho me preparando desde janeiro, é dia 6 de setembro!

Em outras palavras, já Elvis… um ser humano com 70 dias de imobilização vai estar com a canela mais fina que o dedo mindinho da mão esquerda (se for destro) e com o cardio todo perdido devido à falta de treinos…

Inscrição feita em janeiro, passagens compradas e hotel reservado!!!

Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

Preciso dizer que fiquei arrasada?!

Só pode tirar para tomar banho, mais nada!

Graças ao apoio do marido, do Bruno, da vizinha Ana e da professora Vivi, que me consolaram e me acalmaram um pouco, foi que eu tive forças pra sair da cama na quarta-feira, dia 17, cedíssimo, com Aircast e tudo no pé, e partir para uma segunda opinião com o fisioterapeuta indicado pelo orientador de mestrado do Bruno para o Valdemar se reabilitar da cervical para correr. Invadi a consulta dele e já me consultei logo em seguida!

É claro que quando a gente ouve o que QUER ouvir, as coisas ficam muito mais legais, mas neste caso, não foi simples assim. Segundo o fisioterapeuta, Fabio Sperling, da Sports Clinic, meu caso é uma tendinite e fazer uma imobilização tão radical vai resolver, mas eu vou sair perdendo com todo o resto. A reabilitação depois vai ser mil vezes pior!

A tendinite é nesta região da figura abaixo… e como dói, viu? Como uma boa tendinite que é, claro!

Como uma boa dramática que sou, fiquei flutuando de felicidade!!! Meu caso será tratado a tempo de participar da meia maratona!!!!

Aeeeeeeeeeeeeeeeeeee… num dia chora,  no outro dá festa de comemoração!!! Haaaaaaaaja coração, Galvão Bueno!!!

Mas o Fabio deixou bem claro: “foda-se a performance, você irá na meia maratona para completar a prova e se divertir, nem pensar em tempo nesta prova!”

“Sim, senhor!”, para quem não ia de jeito nenhum, agora o que vier será a festa do HEXA!!! hahahahaha…

Por que as coisas tem que ser tão cheias de emoções?
RESPOSTA: Porque se não fosse assim, não teria a menor graça!

Hoje, fiz minha terceira sessão de fisioterapia, estou sem correr e sem ballet por um tempinho, mas ele disse que logo irá me liberar para treinos leves.

Festa de reinauguração do tornozelo logo em breve! Serão todos convidados para uma corridinha no Ibira com rodada de água de coco para todos no final do treino!

Aeeeeeewwwww! Torçam por mim, queridos amigos!

 

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11 comentários sobre “Será que vou morrer com esse pé, doutor?

  1. Rodrigo Rudiger disse:

    Muito bom Má! É realmente importante conhecer bem o problema para conseguirmos tratá-lo adequadamente, e é claro, com bons profissionais. Logo logo você estará de volta e 100%! Aproveitando: liguei há pouco na Sports Clinic e tive oportunidade de conversar com o Fabio. Expliquei a ele rapidamente sobre o meu problema e ele ficou de me ligar para detalharmos a conversa e marcar uma avaliação. Melhoras pra nós!! Bjo!!

    Curtido por 1 pessoa

    • Marcela Dourado disse:

      Amém, Rudiguera!!! Um pé todo lascado, tão pouco utilizado, não podia dar outra coisa, né? Huahauhauahua…
      E vc, cuide muito bem do seu pezinho para chegar aos 80 arrasando no step, hein? Tudo de bom pra nós!!! Saudades!!!

      Curtido por 1 pessoa

  2. Nini disse:

    Mááá!!! Que negócio é esse, eu posso imaginar seu desespero com o seu primeiro médico do mundo pós apocalíptico das lesões dos pés!!! Ainda bem que a segunda opinião minimizou o nível do borocochô que eu imagino que vc tenha ficado com a notícia que vc não podia ir na meia de Buenos Aires. Uuufa que agora tá tudo certo… ir devagar, é muuuuuuito melhor que não ir né =)
    Que sua recuperação seja bem linda e rápida que nem você ❤

    Curtido por 1 pessoa

    • Marcela Dourado disse:

      Obrigada, minha flor!!!! Logo mais mando notícias da recuperação… O negócio tá puxado!!! O tratamento tá tão bom que acho que vou voltar correndo melhor do que eu estava! Huahuahuahua a Sports Clinic é fantástica!

      Beijão e até mais!!! :-*

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